Alessandra Berriel visita Dom Osvaldo e reforça apoio do PPS à Campanha da Fraternidade de 2016

Alessandra Berriel visita Dom Osvaldo e reforça apoio do PPS à Campanha da Fraternidade de 2016
A presidente local do PPS, Alessandra Berriel, pré-candidata à Prefeitura de Marília, fez uma visita ao bispo emérito de Marília, Dom Osvaldo Giuntini. O encontro, que ocorreu na semana passada, foi no escritório de Dom Osvaldo, no Santuário Nossa Senhora da Glória, localizado na Avenida Sampaio Vidal, no centro da cidade.

 

No encontro, Alessandra Berriel se apresentou como uma nova liderança política na cidade de Marília e aproveitou para falar um pouco da política local. Berriel também fez questão de mencionar a Dom Osvaldo o apoio do PPS à Campanha da Fraternidade de 2016. A Campanha tem como bandeira a luta pelo acesso de todos os brasileiros ao saneamento básico e a água potável.

Sem vista para o término da obra de tratamento e afastamento do esgoto em Marília, Berriel lamentou a ineficiência histórica do poder público local em terminar a obra.

“Esta ineficiência afeta diretamente a solução para a questão do saneamento básico em Marília, prejudicando toda a cidade na questão da saúde e no desperdício dos recursos investidos”, afirmou Berriel.


Campanha da Fraternidade: Cristovam e Jungmann dizem que Brasil precisa reagir contra falta de saneamento

Parlamentares do PPS destacaram em fevereiro, durante sessão solene do Congresso Nacional, a importância da Campanha da Fraternidade de 2016, que tem como um dos objetivos debater e lutar pelo acesso de todos os brasileiros ao saneamento básico e a água potável. A sessão, que aconteceu no Senado Federal, foi solicitada pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) e pelo senador Cristovam Buarque(PPS-DF).

A campanha 2016, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem como tema a “Casa comum, nossa responsabilidade” e será ecumênica. Ela tem como pano de fundo a encíclica papal de 2015 (Laudato SI), que aborda questões de sustentabilidade, criticando o atual modelo de exploração da natureza, que acarreta escassez e pobreza.

Ao discursar, o senador Cristovam Buarque afirmou que o Brasil, ao longo de sua história, relegou o saneamento básico. E que a negligência das autoridades durantes estas décadas não causa surpresa pelo fato de que o país esteja passando por um surto de doenças como a dengue, o zika vírus e a febre chikungunya.

“É tão óbvio que o Brasil teria calamidades devido à crise da falta de saneamento que nos surpreende que, de repente, descobrimos a tragédia da dengue e do zika. É obvio que este fato de termos relegado a coleta de lixo um dia levaria a fatos como estes. E acontece em pleno século 21 e às vésperas de uma Olímpiadas. Portanto, é positivo, é alvissareiro que a CNBB tenha escolhido este tema para a campanha da Fraternidade”, disse o parlamentar.

Saneamento da política

Senador Cristovam Buarque
Senador Cristovam Buarque

Cristovam lembrou que o país precisa de um saneamento mais amplo, inclusive o da própria política. “A falta do saneamento no sentido tradicional da palavra é decorrente da falta de saneamento na política nos últimos anos. É a falta de uma política que não tenha corrupção no comportamento de nós políticos e nem a corrupção nas prioridades do uso dos recursos públicos. Precisamos sanear a política”, acrescentou.

Além do saneamento físico das ruas, o senador reforçou a necessidade de se dar a devida importância às demais políticas públicas como segurança pública, educação e saúde.

“Precisamos fazer o saneamento da mentalidade como o Brasil enfrenta os problemas do Brasil. Romper com esta maneira de ver que o Brasil existe para fazer uma economia dinâmica e baseada apenas no consumo. Eu lamento que comemoramos o aumento do consumo, sem perceber que não melhoramos a consciência, a participação”, disse.

Periferia sofre

Em seu discurso, o deputado Raul Jungmann lembrou um pouco da história da Campanha da Fraternidade, que começou em 1964 numa iniciativa regional então capitaneada por Dom Eugênio Salles no Rio Grande do Norte. “A partir daí a Campanha da Fraternidade cresceu e se enraizou na agenda social brasileira e após o ano de 2000 passou a se transformar num ato ecumênico”, frisou.

Deputado Raul Jungmann
Deputado Raul Jungmann

Ao abordar especificamente o tema da companha neste ano, Jungmann destacou que os números sobre saneamento são alarmantes no Brasil e que os reflexos da falta do serviço atingem sobretudo as pessoas que residem nas periferias dos grandes centros e no meio rural. “Os habitantes da periferia e do meio rural não tem representatividade política para ter voz nesse Parlamento. Eles não conseguem levar aos centros de poder suas reivindicações”, alertou o deputado, para quem essa situação precisa mudar.

Para o parlamentar, dois eixos são fundamentais para a mudança. O primeiro gira em torno da manutenção da democracia e da luta contra a negação da política, mas a favor de sua reforma. O segundo ponto é a necessidade permanente de organização e educação das massas marginalizadas do país.

“Nós temos a obrigação, o dever e o compromisso de procurar romper com esse passado que não quer passar e que exatamente nos leva hoje a viver a tragédia da chikungunya, de viver da tragédia da dengue, do zika e tantas outras. Essas são as doenças da pobreza, doenças do descaso. Essas são doenças, sobretudo, da falta de saneamento, como disse o senador Cristovan, de nossa política”, finalizou Jungmann.

Mais sobre a Campanha da Fraternidade

Para o papa Francisco, o planeta é “nossa casa comum” e preservá-lo é responsabilidade de todos, tanto de governos quanto da população. Um dos objetivos da campanha desde ano é garantir o acesso de todos ao saneamento básico, tendo em vista a importância dessa questão do ponto de vista ambiental e social, de saúde pública, já que a ausência de saneamento interfere diretamente na qualidade de vida e deixa a população vulnerável a doenças.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acha importante discutir o saneamento no Brasil para que todas as pessoas tenham direito à vida digna, com “abastecimento de água potável e ao esgoto sanitário”, fundamentais na luta pela erradicação da pobreza, pela redução da mortalidade infantil e pela sustentabilidade ambiental.

A campanha da fraternidade convoca as comunidades cristãs a mobilizar, em todos os municípios, grupos de pessoas para reclamar a elaboração de planos de saneamento básico e exercer o controle social sobre as ações de sua execução.

Formaram a mesa da sessão, além de Jungmann e Cristovam, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, o presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, e o representante de organizações de igrejas, presbítero Daniel Amaral. (PPS na Câmara)

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