Cristovam diz que é preciso analisar as causas da crise e passar o País a limpo

Cristovam diz que é preciso analisar as causas da crise e passar o País a limpo

Depois de lembrar que há mais de 50 anos esteve entre os estudantes que defenderam o governador Miguel Arraes (1916-2005) no Palácio do Campo das Princesas, em Pernambuco, durante o Golpe de 1964, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que com a mesma convicção votará pela abertura do julgamento da presidente da República, Dilma Rousseff. O senador afirmou que não foi ele que mudou, mas os que agora estão no poder.

Ele observou que os riscos para o país são grandes. Mas a admissibilidade do processo, afirmou, será oportunidade para que se possa debater a crise brasileira “em toda a sua profundidade”.

— [O voto pela admissibilidade] é um voto para que o Brasil seja passado a limpo — afirmou, sublinhando que não sabe ainda como votará ao final do julgamento de Dilma, ao fim do afastamento da chefe de Estado.

Cristovam disse haver indícios de que os atos tratados na denúncia contra Dilma Rousseff tenham sido sistemática e intencionalmente repetidos, visando maquiar resultados do Tesouro Nacional para impedir que a sociedade brasileira fosse alertada sobre as consequências de tais atos.

Entre os aspectos a serem analisados, o parlamentar destacou o envelhecimento da esquerda brasileira, que hoje a seu ver mostra desapego à democracia, apego ao poder e preferência ao assistencialismo, em detrimento da transformação social.