Freire: PPS terá responsabilidade com o governo de transição da mesma forma como apoiou o impeachment

Freire: PPS terá responsabilidade com o governo de transição da mesma forma como apoiou o impeachment

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse nesta quinta-feira que o partido assumirá a sua responsabilidade com o governo de transição que será formado após o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o PPS “tem muito claro que o novo governo que surgirá ao fim do processo” será de “responsabilidade direta daqueles” que votaram a favor do impeachment.

“O partido terá a sua responsabilidade com o governo de transição da mesma forma como apoiou o impeachment, até porque ele não será um governo de facilidades diante da atual crise que é muito maior do que a vivida pelo País no governo Collor”, comparou Freire, ao analisar a atual conjuntura política durante a reunião da Executiva Nacional do PPS.

Ele disse que o futuro governo terá uma oposição muito “mais forte” do que a enfrentada pelo governo Itamar Franco, que sucedeu o ex-presidente Fernando Collor, em 1992. Freire foi líder do governo Itamar na Câmara dos Deputados.

“Lá atrás já tínhamos isso [a responsabilidade] com toda a firmeza. A responsabilidade daquelas forças se concretizou no governo Itamar, mas com uma exceção, a do PT, que votou pelo impeachment [de Collor] e se negou a participar desse governo”, criticou o dirigente, ao classificar de “irresponsável” a postura dos petistas naquela ocasião.

Freire afirmou que o PPS vai se manter com o mesmo posicionamento adotado no passado porque “tudo indica” que o impeachment de Dilma é inevitável. “Por termos esse posicionamento defendemos a responsabilidade de quem está votando o afastamento da presidente e a sustentação do governo que daí surgirá nos termos da Constituição brasileira com a posse do vice-presidente Michel Temer.

Lava Jato

O presidente do PPS disse ainda que as “forças políticas” no pós-impeachment de Dilma estarão “muito envolvidas no processo de apuração e investigação, como nunca antes na história deste País”, que é a Operação Lava Jato. “O quadro político vai exigir das forças políticas um nível de compreensão maior de todo esse processo”, advertiu Freire, ao defender o avanço das investigações no novo governo.