Raul Jungmann é o ministro da Defesa do novo governo

Raul Jungmann é o ministro da Defesa do novo governo

O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) é o ministro da Defesa do governo Michel Temer, que assumiu a Presidência da República nesta quinta-feira (12). O parlamentar tem bom trânsito na área e sempre esteve presente nos debates relacionados ao tema no Congresso Nacional e na sociedade. Jungmann é titular da Comissão de Relações Exteriores da Defesa Nacional.

Na Câmara, Jungmann é autor da proposta que criou o Livro Branco da Defesa Nacional, documento destinado a tornar públicas, na esfera doméstica e no plano internacional,  informações essenciais sobre a política de defesa do país. No documento, as Forças Armadas publicam dados orçamentários e institucionais, dando publicidade a essas informações, que ficam ao alcance da cidadania.

É a segunda vez que Jungmann assume um ministério na Esplanada. A primeira foi quando comandou o do Ministério do Desenvolvimento Agrário, de 1996 a 2002, nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso. Na gestão de Jungmann na pasta, foram assentadas cerca de 600 mil famílias, mais que o dobro do número alcançado nos trinta anos anteriores. No período, 20 milhões de hectares de terra foram distribuídos, praticamente o mesmo volume registrado de 1964 a 1994.

Antes de gerir as políticas de reforma agrária, Jungmann assumiu a presidência do Ibama, onde promoveu severo combate à grilagem de terras e desenvolveu políticas de preservação do meio ambiente . Na gestão de Jungmann, o Incra conseguiu transferir para o Ministério do Meio Ambiente uma área maior que a de Portugal. Em parte dessas terras, foi criada, na Amazônia, a Reserva de Tumucumaque, a maior do mundo em floresta tropical.

Raul Jungmann está no terceiro mandato de  deputado federal. No primeiro, foi vice-presidente da CPI das Sanguessugas, que desbaratou uma quadrilha que atuava junto ao Ministério da Saúde. A comissão denunciou o esquema, que envolvia parlamentares, empresários e funcionários públicos, e encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal.

Jungmann foi um dos grandes defensores da proposta que previa a proibição definitiva da comercialização de armas de fogo e munição em todo o território nacional, que desaguou no referendo, realizado em 2005, sobre o assunto.

Ainda como deputado, Jungmann foi um dos autores da proposta que se tornou emenda constitucional que acabou com o pagamento de salários extras, conhecidos como “jetons”, aos deputados e senadores nas convocações extraordinárias nos recessos do Congresso Nacional.

Em 2012, Jungmann elegeu-se vereador no Recife. Teve uma atuação destacada em defesa da mobilidade urbana, da saúde pública, do meio ambiente e do patrimônio histórico-cultural. Em 2015, voltou à Câmara dos Deputados.